20 de fevereiro de 2012

Correio

Um ano. Te conhecer foi algo como o fogo.  A velocidade, a intensidade e o calor. Principalmente o calor, que me queimou e marcou a ponto de acreditar. E depois de escrever em cinza, foi embora com o frio de lembrança. Me permitir. As consequências o faz agora impossível. De não ver razão, de não ver vontade, de não ver porquê. Me sabotar antes mesmo de tentar, antes mesmo de querer. Mas, no mais, não é rancor que aqui coloco por de trás dessas palavras confusas. Pelo contrário, disso só me vem boas lembranças, recordações de fogo. E, pela data, foi algo a que lembrar. E, como feito à época, escrever.


Pedro, fechou a carta e num último pensar, lacrou. enviou. esqueceu.
9 de outubro de um ano qualquer.