22 de abril de 2012

Não queria externar isso assim, não pra mim. Porque torna tudo uma possibilidade do real e dele já provei bastante do gosto que não veio. É o não de não querer assumir os momentos em que meus olhos se perdem. Daqueles em que de tudo se esquece. Desses que envolto em curiosidade ímpar te olho e só vejo a síncope do mundo.


8 de abril de 2012

Simples

Um desejo irrevogável pela rotina e resignadamente pelo simples. É uma vontade de ter amor. Ser amor. E só. E simples. De largar, de correr, de buscar, de deixar. Mudar essa diferença que me faz desigual. Ou tão igual. Me resignar pelo modesto, pelo comum e ser feliz. Uma vontade de acordar simples, trabalhar simples, com aqueles mesmo simples horários cotidianamente reclamados e acusados insossos. Mas deles, duma pura organização modesta diária, faria cada válvula de espape  necessária ao que me faltasse. Ler simples, crescer simples, ser simples. E a única pretensão que afogaria o meu dia seria o aguardo daquele abraço no fim, perdido num presente simples sem a mágoa do passado nem ansiedade do futuro. Essa mania de querer ser grande é o que nos torna a todos pequenos. É o que não te deixa ser. Simples.