30 de setembro de 2010


O infinito deve se estender nas minhas percepções de limite por todos os ângulos temporais existentes. Não como algo longínquo que sem foco eu não posso ver. Mas como um sem espaço de possibilidades onde possa ser feito o que eu bem quiser e quiçá entender.

Ziul tinha o relógio em uma das mãos e as escolhas na outra.

Tendeu o tempo ao infinito e das escolhas, cortou todas. Fez da vida o ato. Escolher por querer, fazer acontecer na vontade. Precisou daquela semana pra entender que nossos limites são muito maiores do que pensamos.

No mais, só mais uma noite daquelas em que foi dormir revolucionário, sonhou antes mesmo de deitar. E acordou mais um.

-Ah se a catarse de uma noite durasse uma vida.
Foi o que lhe veio logo quando acordou e levantou indiferente a um novo dia.




-Então advinhei, Sônia - continuou com entusiasmo -,
que o poder apenas se entrega a quem se atreve a se inclinar e apanha-lo.
Raskólnikov

2 comentários:

  1. oie!
    fiquei meio confusa ao ler este texto, admito, mas uma parte dele eu tiro como verdade... "Fez da vida o ato. Escolher por querer, fazer acontecer na vontade". é mais ou menos o que estou tentando fazer agora! correr atrás do que eu quero, porque o resto não importa...

    beijos e bom final de semana! =*

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  2. Falha minha, ficou bem desconexo mesmo.
    Bom final de semana pra ti também!

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