14 de março de 2011

Pueril

As coisas que eu escrevo aqui tem cada vez menos sentido. Assim, proporcionalmente com o tempo que aqui fico sem vir. Mostra a distância que me tenho comigo mesmo. Da minha integridade e consciência que, afetadas, já não constroem nada. Volto aos tempos letárgicos que sobre mim só - e mal - sabia os assuntos e sentimentos mundanos de uma criança em crise. E assim como quem fofoca de um vizinho, cochicho de minha pessoa para aquela que deveria ser eu. Falo puerilidades com objetivos que já não sei quais são. Com isso, a passos lentos, quase inaudíveis, caminho para trás com uma determinação voraz de alguém que já não tem em que acreditar.


- Ziul, como quem termina um papo enfadonho, deu-se no ponto final. Fechou seu pequeno bloco de notas, acendeu um cigarro coxo e seguiu pelo parque que a tantos invernos fazia seu lugar.

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